– A história do washi no Japão
O washi, papel tradicional japonês, é utilizado há séculos como suporte essencial dos registros e da cultura do Japão. Com a difusão do budismo, passou a ser empregado na cópia de sutras e, mais tarde, também em documentos oficiais e livros de contabilidade.
Graças às longas fibras vegetais, como as do kōzo, e à técnica artesanal do papel feito à mão, desenvolveu-se um material fino, resistente e de grande durabilidade, adequado à preservação por longos períodos.
Por essas qualidades, o washi continua sendo utilizado ainda hoje na restauração de documentos antigos e pinturas de valor excepcional.
Com o passar do tempo, seu uso deixou de se limitar à escrita e se expandiu para materiais arquitetônicos, como shōji (painéis ou portas corrediças) e fusuma (divisórias), além de objetos do cotidiano, como guarda-chuvas e lanternas, tornando-se profundamente presente no dia a dia japonês.
À medida que as técnicas se desenvolveram em diferentes regiões, surgiram tradições de destaque, como o Mino washi (Província de Gifu), o Echizen washi (Província de Fukui) e o Tosa washi (Província de Kōchi), conhecidos como os “Três Grandes Washi do Japão”, formando uma rica diversidade cultural enraizada em cada território.
Em 2014, essas técnicas de produção artesanal do washi feito à mão foram reconhecidas pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, reafirmando seu valor em escala mundial.