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JHSP Online
01.06.2026
Atualizado em 16.07.2026

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Conheça a história e as características do ramen

O ramen, ou lámen, ocupa hoje um lugar de destaque na culinária japonesa, mas sua história revela um percurso marcado por encontros culturais e transformações ao longo do tempo. 

Popularizado no Japão a partir de influências chinesas, o prato foi incorporado ao cotidiano e, com o passar das décadas, ganhou identidade própria, tornando-se uma das expressões mais reconhecidas da gastronomia do país.

A história

Prato importante para a história do país, o ramen cresceu popularmente durante o período da Segunda Guerra Mundial. Durante a ocupação americana, o Japão sofreu gravemente com a colheita de arroz, tendo que utilizar a farinha de trigo no lugar, e parte dessa farinha foi secretamente desviada dos moinhos comerciais para fazer ramen. 

A partir desse momento, o prato tradicional passou por um processo contínuo de adaptação, incorporando ingredientes, técnicas e preferências locais até se destrinchar em várias versões com identidade própria.

Suas características principais

A estrutura do ramen parte de uma combinação de elementos que, embora recorrentes, permitem inúmeras variações. O caldo, base do prato, pode ser preparado a partir de carne, peixe ou vegetais, recebendo diferentes tipos de temperos que definem seu perfil. Entre os estilos mais conhecidos estão o shoyu, à base de molho de soja; o shio, mais leve e salgado; o miso, com sabor mais intenso; e o tonkotsu, caracterizado por sua textura mais densa e cremosa.

O macarrão também desempenha um papel fundamental na composição. Produzido com farinha de trigo e um ingrediente alcalino responsável por sua textura característica, ele apresenta variações de espessura, formato e firmeza, influenciando diretamente na forma como interage com o caldo.

Os acompanhamentos complementam essa construção. Ingredientes como carne de porco cozida lentamente, ovos marinados, algas e cebolinha contribuem para a complexidade do prato, criando camadas de textura e sabor. Esses acompanhamentos variam entre restaurantes e regiões, evidenciando a diversidade de interpretações possíveis dentro de uma mesma base.

Mais do que uma combinação de elementos, o ramen é resultado de um processo que exige tempo e domínio técnico. Em muitos casos, receitas são desenvolvidas ao longo de anos, refletindo não apenas tradição, mas também trajetórias pessoais. Essa dimensão individual faz com que cada versão carregue características únicas, mesmo quando parte de uma mesma base.

Fora do Japão, adaptações incorporam ingredientes locais e dialogam com novos públicos, reforçando o caráter dinâmico do prato, que se mantém relevante justamente por sua capacidade de absorver influências e se reinventar.

Tipos de ramen e suas regiões 

Ao longo do país, cada região desenvolve interpretações próprias do prato típico, refletindo características locais, ingredientes disponíveis e preferências regionais.

Entre os estilos mais conhecidos está o Hakata ramen, originário da província de Fukuoka. Sua principal característica é o caldo tonkotsu, preparado a partir do cozimento prolongado de ossos de porco, e é frequentemente servido com cebolinha e fatias de carne suína. O macarrão costuma ser mais fino do que em outras versões e, se quiser, pode pedir um refil desse macarrão.

No norte do país, em Hokkaido, o Sapporo ramen se destaca pelo caldo à base de missô e pelo uso de um macarrão mais espesso e ondulado. Ingredientes como milho e manteiga aparecem com frequência, criando uma combinação associada aos meses mais frios da região. Esse ramen conta com vários tipos de vegetais, o que o torna uma versão mais nutritiva.

Já o Kitakata ramen, da província de Fukushima, é reconhecido pelo macarrão achatado e levemente ondulado. Tradicionalmente servido com caldo à base de shoyu, apresenta uma textura característica que se tornou uma de suas principais marcas.

Na província de Toyama, o clássico se chama Toyama Black ramen, com aparência escura pelo caldo preparado com molho de soja, frango e peixe. O sabor marcante é complementado por ingredientes como carne de porco, cebolinha e pimenta do reino.

O Tokushima ramen, conhecido pelo caldo de tonalidade castanha elaborado a partir da combinação de ossos de porco e molho de soja. Costuma ser servido com carne suína fatiada, broto de feijão, cebolinha e ovo cru.

Essas são só algumas das variações do prato e como ele se desenvolveu ao longo do território japonês, incorporando ingredientes, técnicas e preferências de cada local.

Fontes:

Série // Bastidores do Ramen

Um Guia para o Lamén no Japão

Regional Japanese Ramen and Where to Find Them

 

Aprenda a fazer um shoyu ramen 

Você vai precisar de:

Açúcar demerara – 20g

Kombu – 20g

Talo shitake – 5g

Shitake – 5g
Mirin Azuma – 200ml

Shoyu Kikkoman – 1l

Ajinomoto – 3g

Modo de preparo:

Em uma panela adicione todos ingredientes e aqueça até 80 graus. Misture até que o açúcar se dissolva. Deixe descansar por 1 dia em temperatura ambiente. Coe e reserve em um recipiente hermético na geladeira

Para fazer o caldo base:

Água mineral – 6l
Frango inteiro – 1unid
Pé de frango – 200g
Pescoço de frango – 200g

Osso de porco – 1kg
Panceta – 1kg
Cebola cortada em cubos grandes – 90g

Alho inteiro cortado ao meio com casca – 18g

Gengibre em fatias – 20g
Alga kombu – 15g

Shitake seco – 5g
Iriko (peixe seco) – 20g

Preparo:

Em uma panela com água fervente coloque o osso do porco e cozinhe por 15 minutos. Escorra e lave em água corrente. Corte o frango ao meio e lave em água corrente para tirar o sangue. Faça o mesmo procedimento com o pé e o pescoço.

Junte os 6 litros de água, frango, pé, pescoço e ossos de porco em uma panela e leve em fogo alto. Depois que levantar fervura, retire as impurezas com uma escumadeira, e continue o cozimento em fogo baixo por 3 horas. Passadas as 3 horas, introduza a panceta para cozinhar no caldo por 45 minutos, sempre retirando as impurezas que ficam na superfície. Retire a panceta e reserve. Com uma concha, retire e reserve a gordura da sopa.

Adicione a cebola, o alho, o gengibre, a alga kombu, o shitake seco e o iriko e cozinhe por mais 30 minutos. Coe e reserve.

Está pronto, agora basta servir! 

– Receita concedida pelo Jojo Ramen, inspirado no Shoyu Ramen servido no próprio restaurante.

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