Utilitarismo:
Não aquilo que foi feito para ser contemplado e apreciado, mas o que porta alguma utilidade prática em si.
Anonimato:
Não há artistas específicos, e sim artesãos inominados a produzir.
Quantidade:
Os itens são fabricados em grandes quantidades para atender à necessidade popular.
Economicidade:
Os preços são baixos o suficiente para que qualquer pessoa possa buscá-los e comprá-los.
Esforço produtivo:
Resultam de técnicas amadurecidas e aprimoradas pelo trabalho repetitivo e intenso.
Vernaculidade:
Há uma nítida característica regional, como cores e formatos enraizados na vida de cada comunidade.
Divisão de trabalhos:
Devido à produção em quantidade, necessita de um esforço conjugado de uma pluralidade de pessoas.
Tradicionalismo:
Os objetos são protegidos pelo cumulativo de técnicas e conhecimentos herdados de seus precursores, ao qual se dá o nome Tradição.
Dependência de forças alheias:
Vale menos a força do indivíduo, pois as peças são amparadas por grandes forças invisíveis, como o meio ambiente e o clima da região, as dádivas da natureza, tradições e muito mais.
(site: Nihon Mingei Kyoukai)
As peças Mingei refletem o clima do Japão, país que, devido à extensão no sentido norte-sul, abrange climas que vão do gélido ao cálido, além também de retratar os estilos e formatos de vida ricos em variações, com muitas diferenças e peculiaridades regionais.
Porém, a modernização e a busca pela eficiência fizeram com que produtos industrializados pressionassem os objetos Mingei, levando a um declínio das habilidades artesanais dos seus criadores e fazendo com que essa cultura popular se enfraquecesse. Yanagi e os membros do movimento, então, percorreram todas as regiões do Japão, de norte a sul, e mais além, até Taiwan, coletando objetos Mingei das diversas regiões, palestrando sobre o tema, publicando a revista Kogei e desenvolvendo um esforço de esclarecimento.
O pensamento Mingei foi ganhando adeptos por todo o país e levou à inauguração, em 1936, do Museu Nihon Mingeikan, em Tóquio – e vários outros estabelecimentos com o mesmo propósito foram abertos também.
Yanagi e seus colegas viajaram por todo o país, buscando objetos Mingei de cada terra. Uma delas impactou o grupo de maneira mais intensa e forte: a região de Izumo, na província de Shimane.